FRENTE BAIXADA SANTISTA PELA VIDA

VAMOS VENCER A COVID-19

UM CONVITE À SOLIDARIEDADE RADICAL E UM FUTURO COMUM

A pandemia da COVID-19 transformou nossas vidas cotidianas de maneira radical e escancarada. Talvez seja a primeira vez desde a revolução industrial em que grande parte do mundo é obrigado a parar. Com a pandemia,  nossas desigualdades tornaram-se ainda mais explícitas. Sabemos que não se trata de uma questão apenas de saúde pública, mas essencialmente uma crise social, econômica e cultural e que afeta a todos, em todo o mundo.. 

Na Baixada Santista não é diferente, estamos conectados nessa grande teia da vida e dependendo do coletivo para sobreviver. Um mesmo vírus mas com realidades diferentes: Enquanto algumas pessoas vivem os desafios do isolamento social com jornada tripla (trabalho à distância, filhos, casa), do fazer você mesmo e da solidão; outras vivem os desafios históricos da própria existência, das vulnerabilidades sociais impostas, das condições de vida em locais precários, do trabalho informal e dos poucos recursos para se manterem vivas. São muitas as vidas e identidades que convivem nessa porção de terra entre o mar e as montanhas da Serra chamada Baixada Santista.

O fato é que essa crise nos convida a muitas reflexões pessoais e coletivas, abre espaço para pensarmos outras formas de vida em sociedade e, portanto, para sonhar um futuro melhor para a Baixada Santista. Sabemos que em meio à crise outras formas de viver juntos estão surgindo. Nos bairros e cidades estamos presenciando a solidariedade de pessoas e grupos dispostos a enfrentar as consequências das graves desigualdades sociais no combate ao COVID-19 que governos ainda não foram capazes de superar. Agora um hospital fica pronto em 10 dias e não em 10 anos; e em uma semana podemos levantar 5 milhões de doações no Brasil para ajudar a quem precisa em 5 dias; e uma lei que pode ser votada e colocada em prática em um mês, como a Lei da Renda Básica.

Nosso convite é que você se junte à Frente Baixada Santista pela Vida para construir soluções conjuntas para a região. Nosso desejo é contribuir para uma Baixada Santista que valorize e defenda a vida de todas e todos, principalmente visando os mais vulneráveis.

Por meio deste manifesto e da campanha #baixadapelavida defendemos a solidariedade radical e um futuro comum que começa com uma campanha de financiamento coletivo e doações físicas vindas da sociedade civil, empresas e poder público, e no suporte às lutas de moradores de cortiços, palafitas, favelas e outros tipos de sub habitações; trabalhadores desempregados ou submetidos ao trabalho informal; idosos, especialmente sozinhos ou em casas de repouso.

Acreditamos na construção de uma Baixada Santista que valorize a vida e a dignidade humana; que supere as desigualdades sociais e cultive uma cultura de abundância, o sentido de comunidade, o respeito à natureza e o direito à cidade. Junte-se a nós! Participe! 

 

O que queremos trazer para esse novo mundo?

Respeitar a Diversidade

Queremos viver em um mundo onde as pessoas se sentem seguras para viverem toda a expressão do seu ser, com igualdade de oportunidades, liberdades e direitos. Não é fácil superar as diferenças, não é fácil sair do transe que estamos imersos nestes últimos anos de polaridade, todavia é fundamental trazer uma atitude que amplie a dualidade, e seguirmos para um pensamento mais plural.

Trabalhar de forma contínua pela Equidade

Precisamos promover a equidade de gênero, em especial para mulheres e negras,  em todas as atividades sociais e da economia como garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens, trans e crianças, e para o desenvolvimento sustentável.

Defender o Direito à Cidade

As cidades que vivemos estão muito longe do lugar que esperamos viver. Os espaços de convivência foram substituídos por lugares privados, porque em um determinado momento da história se disse que o espaço público é perigoso. Os automóveis foram eleitos como o meio de locomoção. As desigualdades ficam cada vez mais evidentes. É preciso salvaguardar os direitos de todos em relação à cidade, em especial da população de baixa renda, submetida a situações de vulnerabilidade e que, no quadro de pandemia que atravessamos, sofre de maneira ainda mais extrema os efeitos da ausência de políticas públicas.

Divulgar novas narrativas

Os seres humanos têm uma capacidade imensa de adaptação. Muitas novas formas de estar no mundo neste momento estão surgindo de todos lados, sendo que as mais importantes são as colaborativas: o que eu tenho de melhor para oferecer ao mundo neste momento? Esta atitude tem mudado a economia, a sociedade, nossa visão de mundo. É hora de começar a elencar e divulgar como podemos criar um novo mundo a partir de ações que começam agora.

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